Novela Rio-Sul-Minas

09:40:00 Joi Borge 0 Comentários


Alexandre Kalil foi de CEO da Primeira Liga para apenas mais um apoiador da competição
Meu amigo e minha amiga! Respondam minha pergunta, vocês gostam de novela? Alguns dirão que sim, outros dirão que não, mas essa os amantes do futebol não podem perder, principalmente os brasileiros. A Rio-Sul-Minas, o nome da tal atração, não é novinha assim não, já vem tendo sua trama desenrolada a alguns meses desde que foi anunciada, o final dela ainda ta um pouco longe, mas ela promete revolucionar o cenário futebolístico nacional em 2016. Corre aqui! Pra você não ficar perdido o Trivela faz um resumo dos momentos importantes dessa novela que vai ter seu desfecho final em 31 de Março, quando o primeiro campeão será consagrado.

Era Junho de 2015 quando as coisas realmente concretas começaram a vir a tona. Diziam que já era trama antiiiiga, vontade de vários, mas que só agora se juntaram. Era meio do campeonato, mas os preparativos para um 2016 com mais bola rolando estavam vindo aí. No começo, logo quando eu soube, fiquei pensando ... Será bom, mas vezes verei meu Galão na TV, ou pelo menos sofrerei mais com esse amor, creio que sentimento que muitos tiveram. Mas depois fui pensar, mais jogos, mais atletas cansados, mais dinheiro, ah! Não era pelo esporte, era pela grana.

O momento lá na CBF era bem delicado, e o que os clubes fizeram logo no início da trama da novela Rio-Sul-Minas? Aproveitaram! José Maria Marin estava sobre fortes acusações e até foi preso, a CBF havia convocado uma reunião com todos os clubes em sua sede, os dirigentes nem ficaram sabendo da pauta dessa reunião, #quefeioCBF, mas foram espertos e bolaram seu próprio plano de ataque, depois de uma reunião com Marco Polo Del Nero, um tema surgiu: A criação de uma Liga. Um dos nomes fortes na articulação da Liga na época era o presidente do Atlético-PR, Mario Celso Petraglia, ele estava em conversa com Fluminense e Flamengo que estavam virados de ódio com a Federação Carioca.

Naquela época contava-se com a participação de equipes como Flamengo, Fluminense, Grêmio, Inter, Cruzeiro, Atlético-MG, Coritiba e Atlético-PR, o que não mudou muito para hoje. Em Julho já se levantava a questão de que os cariocas Fla e Flu não teriam participação no campeonato estadual, optando por jogar o campeonato que se formava. Claro que isso criou um certo alvoroço em algumas Federações, com a dupla carioca podendo ficar fora de seu campeonato estadual, a possibilidade de outros times fazerem o mesmo em seus estados era grande.

Naquele momento o nome da atração ainda era Copa Sul-Minas, mas diante das tretas dos cariocas, ela não demorou para tomar o novo nome que é seu atual, aqueles que gostam de futebol já conhecem a antiga alcunha, com toda certeza. As brigas entre a Ferj e os dois times ficou maior ainda com a descoberta de que estava nos planos do Flamengo usar o time titular na Rio-Sul-Minas e usar o Sub-23 na competição estadual, posteriormente eles foram "liberados" para jogar apenas a competição nacional, visto que Rubens Lopes, o presidente da Federação do Rio de Janeiro, declarou que todos os times eram convocados para reuniões, mas que Flamengo e Fluminense não compareciam a 3 meses.

O que era pra ser apenas o retorno de uma liga virou praticamente um novo campeonato, já que em meados de Setembro foi oficializado a participação dos cariocas na competição. A essa altura o número de times que disputariam o torneio não era mais o mesmo, esses agora eram: Flamengo, Fluminense, Atlético-MG, Cruzeiro, Grêmio, Internacional, Atlético-PR, Coritiba, Avaí, Chapecoense, Criciúma, Figueirense e Joinville. 

Alexandre Kalil era um dos grandes nomes por trás da Rio-Sul-Minas, para aqueles que acreditavam que o ex-mandatário do Atlético MG não ia ficar longe das tretas futebolísticas por muito tempo, eis que estavam certíssimos. Outro mandatário dotado de malemolência no mineirês que estava a frente da Liga era Gilvan Tavares, presidente do Cruzeiro, que em meados de Setembro presidia a Rio-Sul-Minas.

Os times estavam desafiando a CBF, dizendo que mesmo sem o aval da entidade mãe do futebol brasileiro, eles iriam realizá-lo da mesma forma, como filhos desobedientes indo contra a mamãe. Os clubes argumentavam que a CBF aprovou a Copa Nordeste e a Copa Verde e que, por isso, não tem como não aprovar a Sul-Minas-Rio ou Rio-Sul-Minas, as alcunhas eram diversas. Medir forças contra os times era de longe a decisão mais inteligente a se tomar pela CBF. Já era quase Outubro quando a entidade estendeu sua mão imaginária sobre a Liga e concedeu não só sua bênção, mas também o seu aval para que ela fosse realizada, parecia que estava tudo indo de vento em polpa, em um mar de rosas para a realização da Rio-Sul-Minas, tudo muito suspeito.

Outubro parecia um mar de rosas para - a não muito batizada - Primeira Liga. Com o aval da CBF, datas colocadas na mesa, além do apoio da entidade em alguns setores, tudo parecia andar para a mais perfeita paz de criação da mesma. Nesse momento eu novamente pensei que mesmo pelo dinheiro, a Liga tinha futuro, CBF estava acuada, mas aprovou, apesar de um pouco louco, sempre coloquei minha mão no fogo por Alexandre Kalil, tudo bem que me queimei algumas vezes, mas em outras foram momentos tão interessantes que eu realmente continuei confiando nele.

Um morador da Sibéria - Eurico Miranda - no entanto, classificava a Liga como imoral, será que lá de onde ele está morando agora não pega sinal da TV pra que ele acompanhe os jogos? De acordo com o mandatário do Vasco da Gama, a competição seria injusta com os times pequenos que participam da mesma, houve que disse quem o Vasco poderia ficar despreocupado e não participar, provocações e mais provocações. Kalil rebateu Eurico dizendo-se comovido com a generosidade do cruz-maltino, mas que já haviam outros campeonatos assim e que davam super certo, no caso a Copa Nordeste.

Como sempre nem tudo é imutável no futebol, o apoio da CBF a Rio-Sul-Minas é um desses casos. Outubro nem mesmo tinha acabado quando a entidade retirou seu apoio ao novo campeonato, isso irritou em suma a Kalil que fez uma declaração polêmica. "Ninguém está brincando aqui. Não é à toa que a CBF é conhecida como a casa dos 7 a 1. Não vamos nos intimidar. O torneio sairá em 2016, temos respaldo para isso". Iiiiiixi, o tempo fechou nesse momento. Tinham se passado apenas 2 semanas desde o aval inicial, foi quando a CBF voltou atrás e mostrou-se interessada seu apoio à realização de uma assembleia geral, com poder de decisão para federações estaduais, algumas delas contra a criação da nova Liga. Para Bandeira Mello, presidente do Flamengo, a principal responsável por essa mudança de postura seria justamente a Ferj.

Com a aprovação da Liga na assembleia ainda em Outubro, mesmo com as datas não estando totalmente de acordo, a Rio-Sul-Minas, gerou interesse de times de outros estados além dos que já participavam, um deles era o Espírito Santo, mas pareceu ficar apenas no interesse, já que os times do estado não passaram a fazer parte do torneio para a edição do ano que vem. Apesar da aprovação das federações, a CBF ainda tentava mover seus pauzinhos para derrubar a Primeira Liga. De acordo com o estatuto da entidade, as competições só podem ser realizadas se constarem do calendário nacional. O de 2016 já foi divulgado e a Copa Sul-Minas-Rio não está lá.

Com proposta de ser independente, a Rio-Sul-Minas, nasceu divido toda a insatisfação dos clubes com os ganhos financeiros dos campeonatos estaduais. Já era quase feriado de 15 de Novembro quando o regulamento da Liga foi aprovado e ela ganhou mais e mais força, as datas já tinham sido dadas como certas e nesse época três federações tomaram partido em forma de apoio a mesma: a Gaúcha, a Catarinense e a Mineira.

Até o quase fim do mês passado apenas Kalil e Gilvan estavam a frente da Liga, amei o fato de um tempo atrás amigos cruzeirenses dizerem que seria um campeonato que o time celeste não levaria, isso pelo fato de termos Kalil a frente do mesmo, mas hoje ... aiai. Voltando ... Pelo curto espaço de tempo, Kalil alegou que em 2016 a Liga não estaria totalmente perfeita, mas que para 2017 sairia como eles idealizaram, para ajudar os mineiros, Petraglia foi colocado também na administração, ao lado de Gilvan Tavares, nesse momento a crise por cotas era o tema da vez, mas Alexandre Kalil novamente amenizou dizendo que era natural que alguns clubes recebessem mais do que outros, mas que estavam tentando deixar justo para todos.

Polêmico como só ele sabe ser, Kalil ainda falou sobre uma liminar que pudesse impedir a realização da Rio-Sul-Miinas. " Liminar pode ter para o Carioca, Copa do Brasil, Brasileiro. Nossa filosofia é de construir. Tem site no ar, regulamento e tabela publicados. Isso é difícil de fazer. Entrar na Justiça qualquer pé de chinelo, Zé Ninguém pode entrar. " Kalil explicou de sua típica forma abençoada pelo tratasquê.

 As coisas apreciam sólidas na administração, só pareciam. Petraglia estava como co-presidente, Gilvan como presidente e Kalil como CEO. Mas em 10 de Dezembro eis que uma nova bomba vem para aumentar a audiência de nosso folhetim futebolístico: O Cruzeiro Esporte Clube está fora da Liga Rio-Sul-Minas. Ah! Como o futebol é engraçado né? Nesses dias a Primeira Liga negociava direitos de transmissão com a TV, além de publicidade. Eu não sei se a intenção do Sr. Gilvan Tavares era chamar a atenção da forma errada, mas de certa forma conseguiu, no mesmo dia que anunciou o novo técnico do time celeste, #meuspêsames, ele deixou bem claro que seu time não fazia mais parte do torneio que agora contava com 11 times. Gilvan ainda disse que a dupla FlaFlu estava para tomar o mesmo rumo que a raposa.

No entanto ... Flamengo e Fluminense não só permaneceram na Primeira Liga, como o Cruzeiro retornou a ela. O chilique de Gilvan durou uma semana, no dia 17 de Dezembro, lá estava ele voltando com seu clube para a Liga. Mas o que a agitada Rio-Sul-Minas teria para a Season Finale de 2015? Será que haveria algo mais bombástico do que já veio ocorrendo? O torneio já estava garantido e irá começar em 27 de janeiro com três jogos: Atlético-MG x Flamengo; Criciúma x Cruzeiro; e Fluminense x Atlético-PR, mas as surpresas não acabam por aí!

Alexandre Kalil saiu da Primeira Liga, isso mesmo, o ex-presidente do Galo estava fora da administração do torneio. Apesar de polêmico Kalil não quis citar nomes, mas contou em uma entrevista que teria sofrido um complô de cinco times para sua saída, mas que segue torcendo para o sucesso da Rio-Sul-Minas mesmo de fora. O ano vem fechando com 15 clubes garantindo sua participação na competição, esses são: Flamengo, Fluminense, Cruzeiro, Atlético-MG, América-MG, Coritiba, Atlético-PR, Paraná, Chapecoense, Criciúma, Avaí, Figueirense, Joinville, Grêmio e Internacional.

O que se pode esperar agora? O jeito é aguardar pelos próximos capítulos no próximo ano e ver no que essa Liga vai dar!


Foto Gilvan: Washington Alves
Foto Petraglia: Allan Costa Pinto

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