Como dizer adeus a uma lenda?

15:13:00 Joi Borge 0 Comentários

Oh! Captain, my captain!


Beckham, Ronaldo, Zidane, Lampard, Ceni e tantos outros jogadores idolatrados por milhões. Sejamos francos, não há quem seja durão quando eles anunciam: Estou saindo. Depois de tanto tempo presente em nossos dias de jogos alguns jogadores já fazem quase parte da família. Não tem jeito, lendas marcam não só nossos times, acabam nos marcando de diferentes formas.

Seja por seu jeito extrovertido, turrão ou desinibido. Talvez uma tatuagem, estilo de jogo ou vida. Quanto mais popular um jogador fica, mais propenso ele se torna a ostentar o posto de lenda e ter uma coroa imaginária como adorno na cabeça. Eles quase ditam moda, todo mundo quer ser como eles, mas uma coisa não muda de time para time, lendas tem que dar muito mais que títulos, tem que emanar o espírito do time, ter amor a camisa.

Em tempos como os de hoje, em que fazer história em um time se restringe a fazer gols, lendas passam a ser cada vez mais raras, quatro temporadas se tornam exacerbadas para manter um mesmo jogador em um time. Propostas como dinheiro, mesmo para quem já tem muito, passam a ser totalmente irresistíveis, a ganância se torna superior ao amor pela camisa. Sejamos francos, não se fazem mais lendas como antigamente.

São Paulinos ainda sentem a ferida aberta da saída de Ceni, o arqueiro ficou tanto tempo com o time qur deveria ser o novo mascote, ele é quase um santo. Não como único arqueiro imortal para seus torcedores, Ceni dividiu o cenário do futebol paulista com Marcos, do Palmeiras. Independente de ambos, as suas torcidas ainda tem um choro engasgado pela volta dos seu ídolos, mesmo que ambos agora estejam aposentados.

Mas e quando eles não encerraram a carreira e saem? Nossa, como dói! A chance de continuar a vê-los brilhar, mesmo que com outra camisa, nos deixa de pé sobre a linha tênue do desespero e do alívio. Mas então a diretoria resolve do nada não renovar o contrato, revolta torcida, como deixar um ídolo ir? Mas novamente precisamos achar um vilão, ainda bem que não é o jogador.

Não importa se eles passam décadas ou algumas temporadas, lendas são responsaveis pelo impossível no passar dos anos, nos despedir deles é dolorido, não há o que possa ser dito que diminua a dor da partida. O exemplo mais recente é John Terry, capitão do Chelsea, após 21 anos ele deixa Stamford Bridge, mas não o futebol, tudo por causa de um contrato não renovado. Desejo ainda aos italianos muita boa sorte, se despedir de Totti não será das mais fáceis coisas a se fazer.










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