Mais que um camisa 7
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| Exímio líder dentro e fora das 4 linhas, eis que está Cristiano Ronaldo. |
Cheguei a final da Eurocopa da França como qualquer ser humano desse planeta, talvez aqueles que preferem o Messi não tenham pensado assim, maaaaas ... Como uma grande maioria, eu olhei pra imagem que é Cristiano Ronaldo e pensou assim "Vai e brilha com a bola nos pés, Gajo!", mas nós fomos surpreendidos por uma cena que deve ter deixado muita gente boquiaberta, era começo do jogo quando Cristiano foi atingido desonestamente e teve que sair do jogo, ficou estampado na cara dele e na nossa que as coisas precisariam mudar para Portugal ganhar.
Nesse momento eu comecei a descobrir um lado de Cristiano que eu não muito conhecia, o lado capitão. É claro que ele é o melhor jogador do time, aquele que tem mais pressão sobre os ombros, tanto que depois de sua saída todo mundo já estava dando o título aos donos da casa, pois a França jogou um futebol belíssimo durante a Euro, tinha Griezmann o artilheiro da competição, enquanto o que Portugal tinha naquele momento? Muitos empates - vale lembrar que eles passaram como um dos melhores terceiros colocados -, uma ou duas atuações de gala de Cristiano e muita ... MUITA sorte, seria suficiente para aquela noite?
Que Cristiano não gosta de perder todo mundo sabe, que ele é orgulhoso também, mas aquilo tinha um gosto pessoal pra ele, depois de perder em casa em 2004, onde a Grécia levou o título ganhando de 1 a 0, era a vez de Cristiano dar o troco e ganhar dos donos da casa, também por 1 a 0, mas como fazer aquilo estando fora do campo? Sem poder driblar, marcar, correr? Coisas que ele treinou a vida toda pra fazer e não poderia executar? Ele assumiu o posto que a braçadeira lhe dava direito, o de capitão, mesmo sem ela consigo.
Em diversos momentos nós vimos ele chamar o time, assumir a responsabilidade, aquele momento era único e pessoal para Ronaldo e ele fez valer, foi mais do que uma estrela, ele foi capitão, que é o que a esperamos de que assume a braçadeira. Coragem pra dar a cara a tapa, juntar os companheiros e incentivá-los! Ele disse a Eder que ele faria o gol do título, e o jogador fez, já nos acréscimos. Cris ficou fora do campo, mas não sentado e abatido no banco, ele estava em pé, gritando, falando, incentivando, mesmo nos momentos em que todos estavam completamente exaustos.
Ele fez o que capitães devem fazer, futebol é um grupo, se um ganha, todos ganham, se um perder, todos perdem, e foi nesse espírito que Portugal de Cristiano, Eder, João Mario, Pepe, Moutinho e companhia conquistou a Europa sem mesmo ter o melhor futebol.


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