Alma lavada (?)
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| Aquela sensação de espírito renovado? |
Uma
vitória nos pênaltis, com o típico gostinho brasileiro, aqueles mais
dramáticos dizem que o brasileiro nasceu para sofrer e em vezes eu
concordo, nada é simplesmente fácil para o nosso lado, sempre há uma
complicação, um capítulo que surge nos minutos finais da novela e muda o
desfecho preparado por amor e carinho durante todo o drama televisivo,
assim somos nós, então de certa forma nascemos para sofrer um pouquinho,
para ter o coração na boca e o estômago revirando, pra gritar que foi
“teste pra cardíaco” no todo bom cornetês, bem a nossa cara.
Quem
buscava uma vitória exacerbada, bem a cara do 7x1 que estava pesando na
nossa conta, de certa forma, ficou decepcionado ao ver o mísero 1 x 1 e
os pênaltis, mas penalidades são penalidades não é? Aquilo que só é bom
quando não é nosso time ali, quando é .. VIXI!!! Nem me chama que não
quero ver! Só temos dois cenários claros: Do goleiro herói e do jogador
de linha culpado, só duas formas, mesmo que vez ou outra surja uma
terceira versão a do “artilheiro herói”, dono do pênalti final que não
fez mais nada além de sua obrigação de colocar a bola no fundo da rede.
Nessas
duas versões padrões encontramos de início d ado goleiro, eu no lugar
deles pediria tudo, gritaria, surraria, mas não queria ficar com a
responsabilidade em mãos, mas se perder também tudo bem, do goleiro só
se espera tomar gols não é? Mas se a trajetória muda eis que temos um
herói, salvo em vezes que a bola entra por debaixo de suas pernas, mas
são raras, eles estão ali para se consagrar não é?
Do
outro lado temos o terror dos jogadores de linha, a possibilidade de
perder o pênalti, de errar a cobrança ou de isolar tão bem que a bola
logo ultrapassa o estádio e chega aqui em casa. Ele é o culpado, o
tirano, o detentor de todos os erros, se for compartilhado pior!!!!! Meu
time está cheio de pernas de pau que não sabem bater um pênalti? É
isso???? É UM MOTIM, PRESSINTO! Não é nada, talvez seja só nervosismo.
No
último sábado encontramos uma velha e amarga amiga, a Alemanha. Ainda
assombrados pelo sete a um e pela habilidade dos brasileiros de fazer
alegria até na próxima desgraça, fomos guiados um desfecho inédio! A
cornetagem funcionou tanto que eu acho que limpou os ouvidos de Micale e
passou a amadurecer Neymar, outra postura, começamos a ter nosso
capitão, ele está sendo moldado e a Olimpíada foi essencial a isso.
Ele
é jovem, ele curte, ele ganha dinheiro! Não o culpem por ganhar tanto,
em vez de apontar que ele ganha demais, olhemos para quem ganha de
menos, ele é pago pelo trabalho que faz e mereceu o que ganhou, não só
dinheiro como a medalha. Alma lavada? Quem sabe! Neymar não carregava só
seus fantasmas, nem mesmo seus colegas, eles carregavam fantasmas de
fracassos de outros craques, Pelé, Ronaldo, Romário, Ronaldinho ...
Nenhum deles olímpico o suficiente, mas Neymar foi! Vislumbrar o futuro a
nós não cabe, mas se Tite e a CBF não estragarem tudo ... O futuro
olímpico pode ser muito maior do que as fronteiras do Rio de Janeiro ou
as quatro linhas do campo do Maracanã.


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