O dia em que eu quase surtei: 12/08/2016
| Palco do 7x1, o Mineirão voltou a ser motivo de feitos orgulhosos da seleção! |
AQUI JAZ EU!!!! DEPOIS DE UM JOGAÇO DA SELEÇÃO!!! É meus amigos, eu
dormi mas foi por causa do cansaço, pois minha saga na noite de ontem
teve seus altos e baixos que eu vou contar com detalhes para vocês, mas
de começo já falo que esse teste para cardíaco que eu tive ontem foi pra
provar que o coração da jornalista aqui é forte e que eu estou
preparada para a vida que essa profissão vai em trazer. Todos juntos
comigo? VAMOS A HISTÓRIA!!!
Depois de uma tempão pra conseguir um táxi e umas trocentas revistas na bolsa lá estava eu! Tinha MUITA, MUUUUUUUITA gente na rua, com camisa do Brasil, com camisas do Galo e do Cruzeiro, mineiros e turistas representando MUITO, já dava pra ver lá de fora que iria ser estádio cheio com torcida cantando e muita emoção. Eu entrei e me juntei a imprensa no meu "humilde" lugar com uma vista magnífica para o estádio, só olha a foto panorâmica e contemple a grandeza do gigante da Pampulha!!!!
A torcida cantou MUITO GENTE, FIZ CADA VÍDEO!!!! Quando eu subi não tinha lá tanta gente, mas quando eu minha nossa, tinha ficado cheião e eu sabia que depois daquilo tudo ficaria MUITO FODA!!! A torcida mineira representou bem todos os 120 minutos de jogo. Quando eu percebi já tava cantando e me permiti participar da ola uma vezinha, tudo bem gente, eu sou filha de Deus também, tava cantando ma spor dentro pois jornalista tem que ser imparcial né?
Quem me segue nas redes sociais entende meus surtos e quem me conhece sabe que eu sou fraca pra momentos de tensão. Unhas? É um artigo inexistente na minha vida no momento, roí todas entre as minhas gravações e as fotos que eu tirei, foi tudo muito tenso. Eu me segurava para não pular a cada bola, a cada perigo no nosso gol ou no gol adversário, tavam colocando minha sanidade a prova naquele jogo e eu sofri com a torcida porque querendo ou não eu sou brasileira com muito orgulho com muito amor.
Na hora dos pênaltis eu não em aguentei, desci pra sala de conferência da imprensa onde a coletiva iria acontecer depois, só tinha o pessoa do Rio2016, os jornalistas tavam todos lá em cima e eu cagona fiquei de costa pra maioria das TVs. Brotou até lágrimas nos meus olhos quando a Marta perdeu, mas a Barbara foi a salvadora da noite e vocês sabem como acabou não é mesmo?
Se tinha uma coisa que eu não tava na coletiva era preparada!!! Mas eu juntei 3 anos de curso de jornalismo, a coragem que eu não tinha e muitos conselhos ganhos nos últimos dias para não tremer e erguer a mão para fazer a pergunta, a primeira delas. Foi o seguinte " Como vocês acham que o futebol feminino vai ser visto no Brasil após a olimpíada depois da campanha que elas estão fazendo? ", essa foi a pergunta e a Barbara respondeu. Ela fez de uma forma que eu não estava preparada, me olhou nos olhos e respondeu fundo, como se esperasse eu fraquejar e tivesse exímia certeza do que dizia, fiquei encantada com cada palavra dela, realmente convencida com a resposta. Basicamente ela disse que o trabalho das jogadoras é aquele, divulgar o futebol e que se não fosse a CBF que as ajudou criando a seleção permanente, elas não teriam tido físico pra correr 120min e os pênaltis em alto nível.
Quem me segue nas redes sociais entende meus surtos e quem me conhece sabe que eu sou fraca pra momentos de tensão. Unhas? É um artigo inexistente na minha vida no momento, roí todas entre as minhas gravações e as fotos que eu tirei, foi tudo muito tenso. Eu me segurava para não pular a cada bola, a cada perigo no nosso gol ou no gol adversário, tavam colocando minha sanidade a prova naquele jogo e eu sofri com a torcida porque querendo ou não eu sou brasileira com muito orgulho com muito amor.
Na hora dos pênaltis eu não em aguentei, desci pra sala de conferência da imprensa onde a coletiva iria acontecer depois, só tinha o pessoa do Rio2016, os jornalistas tavam todos lá em cima e eu cagona fiquei de costa pra maioria das TVs. Brotou até lágrimas nos meus olhos quando a Marta perdeu, mas a Barbara foi a salvadora da noite e vocês sabem como acabou não é mesmo?
Se tinha uma coisa que eu não tava na coletiva era preparada!!! Mas eu juntei 3 anos de curso de jornalismo, a coragem que eu não tinha e muitos conselhos ganhos nos últimos dias para não tremer e erguer a mão para fazer a pergunta, a primeira delas. Foi o seguinte " Como vocês acham que o futebol feminino vai ser visto no Brasil após a olimpíada depois da campanha que elas estão fazendo? ", essa foi a pergunta e a Barbara respondeu. Ela fez de uma forma que eu não estava preparada, me olhou nos olhos e respondeu fundo, como se esperasse eu fraquejar e tivesse exímia certeza do que dizia, fiquei encantada com cada palavra dela, realmente convencida com a resposta. Basicamente ela disse que o trabalho das jogadoras é aquele, divulgar o futebol e que se não fosse a CBF que as ajudou criando a seleção permanente, elas não teriam tido físico pra correr 120min e os pênaltis em alto nível.
Um repórter inexperiente em campo como eu, quase nunca está preparado para uma pessoa que responde o encarando nos olhos com firmeza como a Barbara fez, mas eu sustentei o olhar. Por mais trêmula que eu estivesse eu ainda em arrisquei a fazer a última pergunta, vocês sabem o que isso significa? Fechar a roda de perguntas de uma coletiva pós quartas de final de olimpíada onde o jogo foi ganho nos pênaltis. Pra mim significava que tinha que ser uma pergunta PERFEITA ou não daria nada certo. Eu perguntei a ambos o seguinte " Após a saída de favoritas como a França e os EUA, se o favoritismo no Brasil pode ser um ponto negativo ou será positivo." O Vadão respondeu essa, com convicção, mas sem olhar nos olho, ele deixou claro que isso não vai interromper nada e que elas seguem treinando firme pro próximo jogo, na humildade. Mas pra mim significou outra coisa, ao olhar pra Barbara que sorria pela boa pergunta feita e principalmente pela intermediadora da coletiva que fazia um sinal positivo de ótima pergunta, tive certeza que saí ilesa da minha primeira grande coletiva, meu campo minado, trabalho feito. Eu tinha sobrevivido ao primeiro grande desafio da minha vida jornalística.

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