O que faremos quando as lendas se forem?
Primeiramente desculpas por sumir, faz mais de uma semana que eu simplesmente não apareço, na verdade desde que eu resolvi dar regularidade ao canal no youtube que não tenho vindo muito aqui e dói um pouco, pois escrever é minha paixão, então comecemos esse texto com as minhas mais sinceras desculpas por minha ausência repentina e a promessa que eu vou sim escrever mais! Agora que estamos esclarecidos vamos conversar um pouco sobre lendas.
Esses dias mesmo eu peguei a mim mesma assistindo o jogo da Roma, campeonato italiano deixou de chamar a minha atenção faz tempo, mas como eu estava sem muito o que fazer - e futebol sempre me tira do tédio - pensei: Porque não? Na ocasião Totti alcançou seus 250 gols pela Roma, eu inclusive já falei sobre o Il Capitano aqui. Depois do jogo fui ver alguns comentários no twitter e percebi o óbvio, a cada jogo o adeus de Totti fica mais perto e a festa vai se acabando, pois convenhamos, No Totti, No Party! Mas o sentimento angustiante que me invadiu ao fim da partida da Roma tem outro nome, não é saudade, é desespero.
Okay ... Eu não sou torcedora da Roma, na verdade se for colocar no papel as vezes que vi o campeonato italiano ultimamente minha torcida foi pra outro time, se você disse Milan, Internazionale ou Juventus você está bem enganado, depois de ler um bocado sobre descobri que meu coração foi pego pelo Torino, tanto por sua época de gala quanto pelo acidente que deu fim a ela, assunto que também já falei aqui. Mas agora ao que senti ao ver Totti após mais um jogo, aquele sentimento básico de vazio, sim, como um buraco negro.
Francesco Totti é um ídolo, uma lenda e bom ... Completa amanhã, 27 de Setembro de 2016, seus quarenta anos sendo talvez essa sua última temporada. Me coloquei a pensar então em ídolos de outras equipes, talvez não tão duradouros como Totti, mas marcantes em suas histórias, Gerrard para o Liverpool, Iniesta para o Barcelona, John Terry para o Chelsea, não podemos esquecer também Rogério Ceni pro São Paulo, são muitos ídolos e décadas de histórias, não daria pra citar todos, mas quando falam de lendas duradouras cada torcedor tem alguém que vem a sua mente.
Sendo a dor que já foi ou aquela que está quase acontecendo, a partida é inevitável, seja a outro clube ou ao fim da carreira, fica um buraco, quase irreparável, para alguns pode ser tapado com outro jogador, mas para a maioria ficam as lembranças e não tem curativo que tape. O desespero por minha parte ... Bom, depois que essa geração der seu adeus ao futebol, o que será de nós? Não me ache dramática ou qualquer coisa do tipo, mas pensemos juntos e com certeza você vai em entender, se vai concordar aí já é com você.
O futebol hoje se transformou em um negócio, leva quem pagar mais e não quem amar mais, uma camisa pesa, mas pelo seu valor em cifras, não pelo seu sentimento. Jogadores não ficam o suficiente para se tornarem ídolos, lendas ... Talvez só em times tão grandes que sejam quase inalcançáveis, como Cristiano Ronaldo no Real Madri e Messi no Barcelona, não há dinheiro que compre a saída dos dois, um pouco é por amor, mas boa parte é por dinheiro, mas mesmo assim ... Colocando a genialidade de lado, depois que Messi e Cristiano - o que parece ser a geração mais atual e escassa dos que chamamos de ídolos - o que sobrará?
Atletas vazios que não fincam raízes, que não criam laços, que não permanecem o suficiente para serem idolatrados. Atletas que preenchem seus currículos de clubes quase na mesma velocidade que preenchem suas contas bancárias. São verdadeiros nômades, são idolatrados, mas com data de validade, seja de uma temporada, duas ou talvez só até a próxima janela de transferência. Sejamos francos, lendas são uma raça em extinção, e quando enfim se forem e derem como acabado seu ciclo, nós não teremos o direito de entrar em desespero, pois nós ... Torcedores, temos nossa parcela de culpa, basta um momento ruim e tchau, vaza, some ... Aqui no meu time não.
Quando lendas finalmente disserem adeus, só poderemos nós lembrar, pois elas só serão vivas em nossa memória.
Sendo a dor que já foi ou aquela que está quase acontecendo, a partida é inevitável, seja a outro clube ou ao fim da carreira, fica um buraco, quase irreparável, para alguns pode ser tapado com outro jogador, mas para a maioria ficam as lembranças e não tem curativo que tape. O desespero por minha parte ... Bom, depois que essa geração der seu adeus ao futebol, o que será de nós? Não me ache dramática ou qualquer coisa do tipo, mas pensemos juntos e com certeza você vai em entender, se vai concordar aí já é com você.
O futebol hoje se transformou em um negócio, leva quem pagar mais e não quem amar mais, uma camisa pesa, mas pelo seu valor em cifras, não pelo seu sentimento. Jogadores não ficam o suficiente para se tornarem ídolos, lendas ... Talvez só em times tão grandes que sejam quase inalcançáveis, como Cristiano Ronaldo no Real Madri e Messi no Barcelona, não há dinheiro que compre a saída dos dois, um pouco é por amor, mas boa parte é por dinheiro, mas mesmo assim ... Colocando a genialidade de lado, depois que Messi e Cristiano - o que parece ser a geração mais atual e escassa dos que chamamos de ídolos - o que sobrará?
Atletas vazios que não fincam raízes, que não criam laços, que não permanecem o suficiente para serem idolatrados. Atletas que preenchem seus currículos de clubes quase na mesma velocidade que preenchem suas contas bancárias. São verdadeiros nômades, são idolatrados, mas com data de validade, seja de uma temporada, duas ou talvez só até a próxima janela de transferência. Sejamos francos, lendas são uma raça em extinção, e quando enfim se forem e derem como acabado seu ciclo, nós não teremos o direito de entrar em desespero, pois nós ... Torcedores, temos nossa parcela de culpa, basta um momento ruim e tchau, vaza, some ... Aqui no meu time não.
Quando lendas finalmente disserem adeus, só poderemos nós lembrar, pois elas só serão vivas em nossa memória.

0 comentários: